Revista Pivot
O funcionamento do escape Co-Axial e o legado de George Daniels

O desenvolvimento do escape Co-Axial pelo mestre relojoeiro britânico George Daniels na década de 1970 é amplamente reconhecido como a inovação mecânica mais importante trazida à relojoaria nos últimos duzentos anos. Documentos do arquivo histórico mantido em https://www.bhi.co.uk detalham os princípios físicos que permitiram superara as limitações do escape de âncora suíço tradicional.
No escape de âncora tradicional, o impulso transmitido ao balanço ocorre por meio de um movimento de deslizamento do dente da roda de escape sobre a face da paleta de rubi, gerando atrito considerável que exige lubrificação constante com óleos sintéticos. Com o passar dos anos, esse óleo se degrada, alterando a amplitude do volante e exigindo revisões periódicas do movimento.
George Daniels resolveu esse problema ao dividir a função de bloqueio e impulso entre dois discos de escape empilhados coaxialmente e três paletas de rubi na âncora. O sistema transmite o impulso de forma radial quase direta, similar ao funcionamento de duas engrenagens denteadas se tocando, minimizando o atrito de deslizamento a níveis quase nulos.
A adoção do sistema Co-Axial pela Omega a partir de 1999 demonstrou a viabilidade industrial do projeto em grande escala, reduzindo a necessidade de lubrificação no escapamento e ampliando consideravelmente os intervalos de manutenção técnica dos relógios automáticos.
O escape Co-Axial permanece como o testemunho máximo da capacidade de um inventor independente redefinir a ciência da cronometria.
Descrição acessível da imagem – An extreme macro photography shot showing the complex double-wheel gear setup of an Omega Co-Axial escapement mechanism with synthetic rubies engageing the teeth. Scientific spotlighting, dark background, ultra crisp details on metal edges, photorealistic 8k.




















