Revista Pivot
A física das molas-espirais de silício Syloxi com curvatura terminal integrada
A grande dificuldade técnica de adotar o silício monocristalino na fabricação de molas-espirais sempre foi a impossibilidade de dobrar manualmente o material para criar a clássica curva terminal Breguet, uma vez que o silício é um cristal rígido que não sofre deformação plástica mecânica sem se estilhaçar.
A solução desenvolvida para a mola-espiral Syloxi da Rolex foi esculpir a curvatura terminal tridimensional diretamente no bloco de silício durante o processo de gravação por plasma DRIE. Em vez de dobrar a última espira com ferramentas metálicas, a mola já é sintetizada com uma espessura reforçada e uma geometria curva perfeita na sua última espira.
Essa curvatura terminal integrada garante que a mola-espiral de silício Syloxi se expanda e contraia de forma concêntrica absoluta em qualquer posição espacial, anulando as variações de taxa provocadas pela gravidade e dispensando a necessidade de pinos de raquete.
A curvatura terminal no silício é a reinterpretação quântica das descobertas que estudamos na nossa matéria sobre a física dos espirais de balanço e o legado de Abraham Louis Breguet. As patentes de gravação plasma de silício estão disponíveis para consulta no Centre Suisse d’Électronique et de Microtechnique.
A espira Syloxi combina a imunidade magnética do silício com a perfeição concêntrica do design clássico de Breguet.
Descrição acessível da imagem – Fotografia macro de alta precisão de uma mola-espiral de silício Syloxi azul mostrando a curva terminal integrada e os dois pontos de fixação sobre o balanço mecânico, iluminação ultravioleta de laboratório, fotorealista em 8k.




















