Revista Pivot
A história do calibre Zenith 135 e o domínio dos concursos de cronometria em Neuchatel
A década de 1950 marcou o período mais competitivo dos concursos de cronometria dos observatórios astronômicos de Neuchâtel e Kew-Teddington. Para conquistar a liderança nesses testes rigorosos, o mestre relojoeiro Ephrem Jobin projetou para a Zenith de Le Locle o lendário calibre 135 de corda manual.
A genialidade arquitetônica do calibre 135 residiu na escolha de instalar um volante de balanço de tamanho extraordinário, medindo catorze milímetros de diâmetro. Para abrir espaço para esse grande balanço de inércia elevada dentro do limite de trinta milímetros da caixa do relógio, Jobin deslocou a roda de minutos do centro do movimento para uma posição descentralizada.
Essa configuração permitiu maximizar o momento de inércia do balanço e otimizar a estabilidade de oscilação do movimento, garantindo ao calibre 135 conquistar o primeiro lugar absoluto nos concursos do Observatório de Neuchâtel por cinco anos consecutivos, entre 1950 e 1954.
O sucesso lendário do calibre 135 nos testes oficiais relaciona-se diretamente com o rigor dos ensaios de posição que analisamos no artigo sobre a importância dos certificados de cronometria na era de ouro da relojoaria. Os relatórios oficiais do Observatório de Neuchâtel e os certificados históricos podem ser pesquisados no portal WorldTempus.
O calibre Zenith 135 é considerado pelos especialistas o movimento de corda manual mais perfeito e preciso já construído.
Descrição acessível da imagem – Fotografia macro de estúdio do movimento prateado Zenith calibre 135, exibindo o grande balanço com parafusos de regulagem em destaque e pontes com acabamento anglage sob luz quente de galeria, fotorealista em 8k.




















