Revista Pivot
A técnica da ebonite e os acabamentos artesanais de mostradores em laca Urushi

A fusão entre o artesanato tradicional japonês e a relojoaria mecânica trouxe uma nova dimensão estética à confecção de mostradores por meio do uso da laca natural Urushi. Relatórios culturais e técnicos catalogados pelo museu de artes aplicadas de Tóquio em https://www.tnm.jp explicam o processo rigoroso e demorado de extração e aplicação dessa resina vegetal orgânica.
A laca Urushi é obtida da seiva da árvore toxicodendron vernicifluum, colhida em quantidades mínimas durante o verão japonês. A aplicação sobre a base metálica do mostrador exige que o mestre artesão aplique dezenas de camadas microscópicas com pincéis artesanais finíssimos, exigindo que cada camada passe por cura prolongada em ambientes com umidade e temperatura rigorosamente controladas.
Entre cada etapa de secagem, a superfície é polida manualmente utilizando carvão vegetal especial para eliminar imperfeições microscópicas, até que o mostrador alcance uma profundidade de brilho e reflexo impossíveis de reproduzir por tintas industriais ou vernizes sintéticos. Com o passar das décadas, a laca Urushi reage à luz natural e torna-se ainda mais transparente e vibrante.
Técnicas derivadas como o Maki-e, que envolve a aplicação de pó de ouro ou prata sobre a laca ainda úmida antes da secagem, criam cenas artísticas e padrões geométricos de alto valor em edições limitadas para colecionadores. O trabalho com laca Urushi eleva o mostrador do relógio à condição de tela de arte preservada no tempo.
A tradição da laca Urushi celebra a paciência oriental aplicada à decoração da alta horologia.
Descrição acessível da imagem – A macro photograph of a watch dial decorated with deep red Japanese Urushi lacquer finish and gold polvo Maki-e details, glistening under soft gallery lighting. Focus on the organic depth of the lacquered surface and hand-finished numerals, photorealistic 8k.



















