História

A história do calibre Valjoux 72 e a lenda dos cronógrafos Rolex Daytona Paul Newman

Antes da adoção dos movimentos automáticos na linha Cosmograph Daytona, a Rolex utilizou durante décadas a lendária família de calibres de corda manual Valjoux 72. Modificado pela manufatura e denominado calibre 727 nas suas versões finais de alta frequência, esse movimento de roda de colunas e nove linhas de indicação foi o coração das referências manuais clássicas produzidas entre 1963 e 1988.

A confiabilidade do Valjoux 72 baseava-se em sua embreagem horizontal tradicional e na facilidade de regulagem dos parafusos do balanço. Os modelos mais famosos equipados com esse movimento foram os Daytona com mostradores chamados Exotic ou Paul Newman, caracterizados pelos numerais em estilo Art Déco e marcadores com pontas em formato de quadrado nos sub-mostradores do cronógrafo.

Embora na época do seu lançamento os mostradores Exotic tenham registrado vendas modestas no varejo, sua raridade e a associação com a figura do ator e piloto Paul Newman transformaram essas peças nos relógios de pulso mais valiosos e cobiçados em leilões internacionais contemporâneos.

A arquitetura de corda manual dessa família de movimentos relaciona-se diretamente com os conceitos que examinamos na matéria sobre a história do calibre Valjoux 23 e a era de ouro dos cronógrafos de corda manual. O histórico de resultados de leilões e dados de produção podem ser consultados no portal especializado Hodinkee.

O calibre Valjoux 72 permanece como a alma mecânica do período mais romântico e lendário do cronógrafo esportivo.

Descrição acessível da imagem – Fotografia de estúdio de um relógio vintage Rolex Cosmograph Daytona referência 6239 Paul Newman com mostrador branco e preto, repousando sobre uma superfície de couro de corrida vintage, iluminação de galeria, qualidade 8k.

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