Revista Pivot
A história das complicadas caixas de relógio desmontáveis da marca Jaeger-LeCoultre Reverso
Em 1930, durante uma viagem à Índia colonial, o homem de negócios suíço César de Trey foi desafiado por oficiais do exército britânico a criar um relógio de pulso capaz de suportar os choques e tacadas violentas das partidas de polo sem quebrar o cristal de vidro. De volta à Suíça, Trey encomendou ao engenheiro francês René-Alfred Chauvot um projeto de caixa protetora.
O resultado foi a patente registrada em março de 1931 do relógio Jaeger-LeCoultre Reverso. O mecanismo baseava-se em uma caixa articulada sobre trilhos que permitia ao usuário deslizar e virar completamente o gabinete do relógio no pulso, escondendo o mostrador de vidro e expondo o fundo cego de aço inoxidável para receber os impactos do esporte.
A elegância das linhas retas do Reverso, inspiradas nos cânones estéticos do movimento Art Déco, transformou o modelo em um dos maiores sucessos sociais do século vinte. Com o passar das décadas, o fundo cego de aço passou a receber gravações personalizadas, brasões de família e, eventualmente, um segundo mostrador para indicação de um segundo fuso horário no conceito Duoface.
A versatilidade das caixas reversíveis e o design Art Déco alinham-se perfeitamente às inovações de formas que analisamos na matéria sobre a história dos relógios com mostrador tipo setor e o design utilitário dos anos 1930. O arquivo de patentes do Reverso e as edições de coleção podem ser consultados no portal da Fondation de la Haute Horlogerie.
O Jaeger-LeCoultre Reverso é a união perfeita da resposta técnica a um desafio esportivo com a elegância do Art Déco.
Descrição acessível da imagem – Fotografia de estúdio de um relógio Jaeger-LeCoultre Reverso em caixa de ouro rosa deslizando sobre seus trilhos no momento exato da rotação da caixa, iluminação de galeria, fotorealista em 8k.




















